Como gravar
CD no
OS/2
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RSJ copia para um CD o backup do Warp 4.0 + FP6 + Java 1.1.4 (650 megas)
por @Macarlo, Team OS/2
All:
Estou testando o Buguindow$98 Beta 3 e caih na asneira de tentar
gravar 620 megas de dados em um CD, no Surestore da HP. Tudo
parecia ir bem e saih de perto, para tomar um cafeh. Quando voltei, a
sessao estava sendo encerrada e o Buguindow$98 (amaldicoado seja!)
me avisava: buffer underun. Realmente, estou aquih sem entender qual
eh a da M$: serah incompetencia congenita ou relaxamento? Isso eh
uma vergonha! Queimei um CD estupidamente. Agora vou entrar no
Fdisk do Warp e fazer com o Lixindow$98 o que eu ja havia feito com o
95: deleta-lo.

A janela de diálogo do RSJ e o painel de controle com os objetos
Muitos usuários de computador pensam - e chegam a dizer em alto e bom som,
como se estivessem propagando a verdade - que o OS/2 nao presta porque não
existem aplicativos suficientes para ele para que se possa trabalhar em todas as
áreas, sem problemas. Ora, isso além de ser conversa fiada é
exatamente o contrário da realidade, pois poucos sistemas operacionais contam
com uma quantidade tão grande de aplicativos desenvolvidos especialmente
para eles como o OS/2. O que acontece é que esses aplicativos - cujo desenvolvimento
movimenta uma legião de programadores e distribuidores, formando o verdadeiro
Universo do OS/2 - só se tornam conhecidos dos usuários quando eles,
de alguma forma, se ligam a esse Universo sem ser através do Warp propriamente
dito, via IBM. O usuário entra em uma lista de discussão, por exemplo,
e só aí, às vezes já com vários anos de OS/2
nas costas, fica sabendo que tais programas existem. A grande culpada por essa desinformação
é a própria IBM, que jamais deu apoio a essas pequenas firmas de programação.
Agora, é de se perguntar porque eu fiz todo esse nariz-de-cera para entrar
no assunto que interessa, que é a gravação de CDs sob OS/2.
É pelo seguinte: eu mesmo, usando OS/2 desde 1990, só recentemente
fiquei sabendo que era possível gravar CD com perfeição no
Warp. Fiquei sabendo unicamente por ter ingressado na Lista GUOS2BR-L, encaminhado
pelo hoje extinto Suporte ao OS/2. Eu consultava sempre o Suporte e um dia recebi
uma carta: "Um usuário avançado como o senhor deve mandar um
email para steward@ecodigit.com.br e entrar na Lista, pois nós não
temos mais nada para ensinar ao senhor". Foi assim que entrei na Lista e tomei
conhecimento de uma porção de coisas que antes eu simplesmente nem
sabia que existiam. Hoje estou aqui escrevendo esse texto em um Describe 5.0 que
ganhei de presente de um grande guru da Lista, Renee Senger, um engenheiro que entende
de OS/2 mais do que a própria IBM entende.Com isso, o Word 6.0 do WinOS/2
foi definitivamente aposentado e eu me livrei da ameaça dos virus de macro.
Hehehehe.... (até essa risada eu aprendi na Lista).
Mas é o seguinte: enquanto na área do Windows um usuário que
quiser gravar um CD só conta praticamente com um único soft confiável,
que é o Surestore da HP - existem outros, mas não merecem muita confiança
- no mundo OS/2 o usuário tem à disposição vários
programas para a gravação de CDs, todos altamente confiáveis.
Custam entre 250 e 300 dólares, e não digam que são caros,
porque um usuário de Windows95, ou 98, que quiser gravar CD no NT não
poderá usar o Surestore que acompanha a unidade de CD e terá de comprar
um especial para NT, que custa muito mais caro.
As opções de softs para a gravação de CDs sob OS/2 são
muitas e as mais conhecidas são o Gear,o Unite CD Maker e o RSJ.Eu optei
pelo RSJ, depois de consultar o material que existe na Internet para orientar os
interessados em gravar CD no OS/2 (acessem http://ourworld.compuserve.com/homepages/fcassia/hpcdros2.htm).
Fiz essa opção ao constatar que o RSJ é um soft relativamente
pequeno comparado com os outros e que pode ser adquirido pelo sistema eletrônico,
em forma de demo: você faz um cadastro e baixa um zip com menos de um mega
do site da RSJ (http://www.rsj.de/us/cd_os2.htm).
Cinco minutos depois recebe por email (atachada) uma chave válida por 30
dias e que não posde ser editada manualmente. Aí é só
descompactar o zip e instalar, incluindo a chave. Se você gostar do programa,
tudo que terá de fazer será meter a mão no bolso, digo no cartão
de crédito internacional, pagar e receberá uma chave definitiva. Tudo
sem qualquer complicacão, sem qualquer chateação e sem gastos
adicionais. Naturalmente, você pode optar pela versão que vem fisicamente
- sabe como é, aquela caixa bonita, com um CD, um livro e mais uma porção
de impressos -, mas aí, nesse caso, poderá se chatear com babacadas
alfandegárias.
Quando baixei o RSJ, não levei mais que cinco minutos para aprender a usá-lo
corretamente, Tão fácil e tão intuitivo que ele é. Tudo
se resume em você dispor de espaço em HD para um grande arquivo temporário
e de possuir uma boa quantidade de RAM para alocar ao cache do CD. No meu caso,
setei o arquivo temporário em uma partição lógica de
700 megas (L), em que habitualmente eu deixava os arquivos de troca do Windows95
e um dos arquivos de troca do Windows NT 4.0 (que trabalha com vários ao
mesmo tempo). Como disponho de 128 megas de EDO, aloquei 12 megas de RAM para o
CD. Essas definições são feitas na WPS, no notebook do RSJ.
Na instalação, o RSJ modofica o config.sys, acrescentando no pé
as seguintes linhas:
REM *** RSJ CD-Writer File System ***
BASEDEV=LOCKCDR.FLT
DEVICE=C:\CDWFS\RSJSCSI.SYS
IFS=C:\CDWFS\CDWFS.IFS
RUN=C:\CDWFS\CDWFSD.EXE -p "l:/tmp" -c600000 -b12048 -t1 -i3 -s2
Elas carregam o controle do RSJ sobre a unidade de gravar CD, que no meu caso é
o HP Write 6020 ligado a uma placa Adaptec AHA2940AU. Quando a WPS surge, se você
abrir os Drives do Warp e procurar pelo CD Write, verificará que ele não
está mais ali. Mas não se assuste que é isso mesmo. Com o RSJ
controlando tudo, ele só aparece depois de devidamente atachado, quando,
então, pode ser usado para ler, gravar etc. Para atachar, é só
ir no Painel de Controle do RSJ e escolher a letra com que você quer que a
unidade seja reconhecida. O default é Z, mas eu, na instalação,
escolhi R, porque minha unidade IDE de CD-ROM, uma Goldstar, é o e meu Super
Virtual Disk é P ou Q, enquanto meu Zip Drive Iomega é N.
Uma vez atachado o CD - para atachar, você tem de estar com um CD (virgem
ou não) inserido na unidade -, se você for gravar tudo o que tem a
fazer é mandar formatar o CD. Sim é isso mesmo. Macho que
é macho mesmo formata até CD, dizia uma frase no pé
das mensagens de um dos usuários da Lista, se não me engano o Elton
Marks, que foi quem me ensinou a fazer home pages. Pois não é que
o RSJ faz isso mesmo? Formata o CD como se ele fosse um disquete. Uma vez formatado,
o CD passa a ser tratado como uma mídia qualquer: pode ser checado com o
CHKDSK e copia-se para ele o que se quiser, tanto por sistema drag and drop (arrastando
o objeto do arquivo que se quer copiar - ou um drive inteiro, com toda a sua árvore
de diretórios - para dentro do objeto CD) como por linha de comando, usando-se
os conhecidos copy, xcopy e quetais.
Quando você ordena uma cópia, o RSJ copia tudo primeiro para dentro
do arquivo temporário ao qual eu me referi no início deste texto.
Eu deixei o L: visiível no WarpCenter e fico observando o espaço do
drive ir desaparecendo rapidamente. Dos 700 megas, de repente só estão
ali uns 50. Aí, o RSJ abre um diálogo perguntando se você quer
finalizar. Finalizar, para ele, é transformar em realidade algo que até
então era apenas virtual. Você diz que sim, a luzinha laranja da unidade
de CD se acende e começa a gravação. Firme, contínua,
precisa, coisa de confiança, coisa de alemão, sem GPFs ou qualquer
um desses numerosos problemas que constituem a neurose crônica dos infelizes
usuários de Windows. Em OS/2 não que queima CD, não se grava
errado. Em poucos minutos - é no mínimo três vezes mais rápido
que no Windows95 ou 98 - a gaveta da unidade se abre e ali está o CD, perfeito,
confiável, uma coisa decente. É num momento desses que você
fica contente de usar OS/2. E se você dispuser de duzentas e poucas pratas,
melhor ainda, porque poderá registrar o soft e receber a chave definitiva.
Vale a pena.
