O seu Swap anda
querendo cada
vez
maior espaço?

por @Macarlo, Team OS/2



On Fri, 10 Apr 1998 15:51:07 EST3EST,1,1,1,0,1,1,1,0,0, RICARDO FERREIRA
wrote:

Obas!

>Procure no seu CONFIG.SYS a linha que contem o MEMMAN. Se ela tiver
>o parâmetro COMMIT, seu swap crescerá à medida que os programas
>forem requisitando memória, MESMO QUE NÃO SEJA NECESSÁRIO!

A minha linha não contém esse parâmetro não. Ela está assim:
MEMMAN=SWAP,PROTECT
[]'s
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Adriano Tassini Guarulhos - SP - Brasil
Membro da A.S.A.O. OS/2 - RPG - Engenharia Química
mailto: tassini@sili.com.br
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Garotas, ao lerem essa tagline considerem-se CANTADAS!
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O arquivo swapper.dat é dos mais importantes pontos em que o OS/2 se escora para trabalhar. Trata-se do arquivo que contém todos os dados da memória virtual alocados por programas constantemente em operação, o que estabiliza o Sistema e evita esforços desnecessários para a abertura de aplicativos em trabalhos que consomem muita memória. Mesmo que você disponha de vasta memória RAM é bom saber que o OS/2 sempre requisitará o swap, pois é uma área de alocação não volátil, ou seja: os dados não desaparecem quando o PC é desligado -ficam ali à disposição da próxima sessão. Os técnicos da IBM recomendem que o tamanho concedido ao swap seja sempre o dobro do tamanho da RAM disponível; isto não quer dizer que se você tiver uma máquina com 512 megas de RAM O seu swapper.dat deverá ter 1024 megas! Essa recomendação foi feita na época em que ter 4 megas de RAM era um luxo para poucos, pois memória RAM era coisa caríssima. Com a evolução do hardware e a sofisticação dos programas as exigências de memória volátil foram crescendo desmesuradamente e essa velha recomendação da IBM já não pode ser aplicada ao pé da letra, como antigamente.
Vejam só: as requisições de RAM para um perfeito start do Sistema são hoje de tal ordem que um OS/2 Warp 4.0, por exemplo, para funcionar decentemente em atividades profissionais pesadas deve contar com não menos de 128 megas de RAM e isso ainda implica pentes do mesmo fabricante e, se possível, da mesma partida, isto é: exatamente iguais. Pode-se dizer, sem exageros, que para trabalhos de desktop publishing, durante os quais oito ou nove (às vezes mais) aplicativos ficam abertos ao mesmo tempo, minimizados em uma barra ou dispostos em desktops virtuais como os do PC/2 da NetLabs e do Object Desktop Professional da Stardock, o ideal é ter pelo menos 256 megas de RAM em uma placa de boa qualidade, como as de marca Asus.
Nesses trabalhos,pesados, em que se mexe ao mesmo tempo com textos de mais de 300 paginas e imagens que chegam a ter mais de 200 megas (é isso mesmo, eu disse 200 megas, que é o tamanho - para quem não sabe - de uma simples charge a cores para jornal) nem mesmo tanta RAM é suficiente. No Windows NT, por exemplo, para que trabalhos desse tipo possam ser feitos, independentemente da quantidade de RAM disponível, é necessário que se tenha vários arquivos de troca, memória virtual, os pagefile.sys e eu, por exemplo, quando uso o NT para essas tarefas trabalho normalmente com mais de 1 giga (eu disse um giga) de memória virtual, em quatro arquivos de 256 megas cada um, cada um deles em um drive diferente, com tamanho inicial de 64 megas cada (o que significa que já entro arrastando 256 megas de paginação).
É com tais recursos que se consegue, por exemplo, abrir e rolar rapidamente na tela um texto contínuo com 400 páginas de 72 linhas cada em tamanho A4, operar uma Page Maker que produz um livro de 200 páginas com dezenas de fotos e desenhos coloridos e manipular imagens enormes, artes de altíssima resolução, transferindo-as de um aplicativo para outro em frações de segundo, pelo clipboard (Coral Draw, Fractal Painter, Adobe Photoshop etc).
Mas aí vocês vão perguntar: ué, e como é que se faz isso no OS/2, já que o Sistema foi concebido para trabalhar com um único arquivo de troca e não com vários? Pois é, aí é que está a grande vantagem do OS/2: ele não foi arquitetado para enxergar uma desmesurada paginação de memória virtual mas, sim, para OTIMIZAR os recursos provenientes da soma RAM+SWAP. Essa concepção tem a virtude de não atrelar a rolagem do Sistema como um todo à paginação de memória virtual, o que significari arrastar um peso inaudito ao longo do desenrolar das tarefas. É justamente esse tipo de concepção que se transformou no calcanhar de Aquiles do Windows NT: você tem uma performance incrível, mas ela é altamente vulnerável a uma série de contratempos, a começar por ineficiências de hardware.
Pois bem, no OS/2, embora o Swap seja fundamental, você dificilmente necessitará de mais de 100 megas de espaço disponível e o tamanho mínimo inicial não precisa ser superior a 20 megas. O importante - e agora preste muita atenção - é que o seu arquivo de swap, o swapper.dat, esteja em uma partição somente dele e de preferência formatada em HPFS (embora um OS/2 rodando em partição HPFS possa ter swap em partição FAT sem qualquer problema - vejam só que versatilidade!). Bons parâmetros para definição de swap, no Config.sys, são os seguintes:

MEMMAN=SWAP,PROTECT

SWAPPATH=H:\SWAPP\ 20000 20480

Como vocês podem ver, esse arquivo de troca está direcionado para uma partição H, que é somente para isso e tem 100 megas. Isso permite uma considerável expansão, caso seja realmente necessária, e evita que o swapper.dat fique rolando em uma vala comum juntamente com dezenas de aplicativos, arquivos-mortos e mais o sistema operacional, que é o que acontece quando você mantém a configuração inicial e automática do OS/2 ao ser instalado: ele coloca o swapper.dat dentro de System, um subdiretório do diretório OS/2. É mais ou menos como o Windows antigo colocando automaticamente o TEMP dentro do DOS, que é a base que o sustenta. Uma outra coisa muito importante para o bom funcionamento do OS/2 é que o drive do swap esteja no incluído no Autocheck, ou seja, que o OS/2 esteja configurado para checá-lo toda vez que inicia a carga, em cima do boot. Um arquivo de memória virtual íntegro é meio caminho andado para não se ter crashes no OS/2,