Como rodar o
WinOS/2


Preste atenção: o WinOS/2 foi estartado em uma sessao de janela, para rodar o Aldus PageMaker 5.0, já que atualmente não existe PageMaker para OS/2 (existia antes de a Microsoft lançar o Windows). Veja na Barra de Status do PM Patrol: a ocupação efetiva da CPU é de 1% e a ocupação média estimada é de 9%; contudo, o Monitor de Atividade do PM Patrol (acima, à direita) mostra que está havendo grande perturbação na CPU. A Barra de Status reporta, ainda, que com o WinOS/2 estartado o Sistema alocou 45% dos 128 megas de EDO RAM dsponíveis, deixando livres 69,9 megas (55%), enquanto que dos 60 megas destinados para memória virtual geral apenas 20 megas estão paginados. Onde está o erro? O erro é o seguinte: o WinOS/2 deveria estar paginando memória virtual juntamente com o OS/2, no swapper.dat. Com isso, não haveria perturbação na CPU. Mas este é apenas UM detalhe entre dezenas de preciosismos dos quais depende o bom funcionamento do WinOS/2.

por @Macarlo, Team OS/2


Vale a pena rodar o WinOS/2? A resposta a esta questão depende unicamente das necessidades efetivas do seu trabalho. Se você tem de usar um PageMaker, se precisa de um dicionário Inglês-Português/Português-Inglês do tipo do DIC, ou se necessita a todo momento consultar o Aurélio, que continua sendo o padrão para a língua portuguesa, então, meu amigo, não tem jeito mesmo: quer queira, quer nao queira você é obrigado a rodar o WinOS/2. Simplesmente porque não existem nativos para OS/2 produtos similares aos três que acabei de citar.
Mas, peraí, calma! Não fique revoltado porque a Microsoft dominou o mundo! Sei que você odeia o Windows devido aos seus GPFs e à sua irritante - e constante - instabilidade. Mas para tudo há jeito! O que você tem de fazer é rodar o WinOS/2 da melhor maneira possível, porque o OS/2 é capaz de fazer um milagre: ele roda Windows melhor que o DOS! Isto acontece por vários motivos e o principal deles é que o OS/2 possui um caderno de definições para cada programa, o que permite que você personalize o funcionamento de cada aplicativo que vai rodar no WinOS/2, enquanto no Windows propriamente dito - ou seja, naquela droga da Microsoft que roda sobre essa outra porcaria, o DOS - você não pode fazer isso, porque há um conjunto geral de definições pré-estabelecido para todos os programas, sejam quais forem, colocando-os todos sob um denominador comum. É por isso que no Windows uns programas rodam bem e outros mal, enquanto que no WinOS/2 TODOS rodam bem.
Então, vamos partir da seguinte premissa: sessão de tela cheia simplesmente não existe em WinOS/2. Por que? Ora, porque para rodar Windows em tela cheia é melhor você rodar um Windows sobre DOS, sem necessidade de estartar um OS/2, já que perde o acesso imediato às facilidades e comodidades - para não falar das utilidades e controles - da Work Place Shell. Pelo menos na minha concepção do que seja a emulação Windows no ambiente orientado a objeto, a rodagem do WinOS/2 tem de se dar, necessariamente, seamless.
Assim, tem-se acesso a tudo que é do OS/2 enquanto se roda um aplicativo Windows em uma janela da WPS, como se fosse um aplicativo nativo de OS/2. Pelo menos é desta forma que eu rodo na minha máquina o Aurélio, o DIC, o Aldus PageMaker, o Corel Draw 5.0, mais uma dezena de programas, incluindo o WinZip (que é muito rápido) e o browser Opera, que mesmo sendo de 16 bits e funcionando em cima de Windows é muito mais esperto que o Netscape, porque não descende do Mosaic e é muito leve e cheio de recursos.
Para se rodar bem o WinOS/2 é preciso tomar certos cuidados preliminares, a começar pela instalação dos programas Windows. Todos eles devem ser instalados com o Windows estartado em uma sessão de janela, e nunca em sessão de tela cheia.
Se você é daqueles que gostam de ter tudo ao alcence de um clicar de mouse, para não ter que ficar cotucando teclas - como eu, diga-se de passagem - lembre-se de que cada objeto relativo a aplicativo Windows que for criado do Desktop ou colocado em alguma barra como a Launchpad do Object Desktop Professional terá de ser setado individualmente, isto é, seu caderno de definições terá de ser personalizado, já que as definições que você colocar no WIN-OS/2 Setup, em System, são gerais e comuns a todos os aplicativos Windows e, ainda, implicam que você rode esses aplicativos a partir do Progman.exe estartado na WPS, ou seja, com o Gerenciador de Programas rodando em janela. Quando você instalou tudo pelo gerenciador de Programas seamless, depois foi em System e importou tudo, para em seguida pegar os objetos (ícones) nas pastas Windows Programs, WIN-OS/2 Groups ou Applications (o objeto do Word, por exemplo, é via de regra disponibilizado nesta última pasta) e colocá-los em uma barra, porque pretende estartá-los por ali, as definicções terão de ser individuais.
Você também poderá escolher a maneira pela qual a execução do aplicativo é feita: em sessão separada, ou com carregamento rápido. Com o carregamento rápido, depois da primeira vez que você estarta o aplicativo, ele ficará disponível para uso imediato, mesmo tendo sido fechado (em vez de ter sido minimizado) e seus estartamentos subseqüentes serão tão rápidos que até parecerá que você está clicando em um objeto de aplicativo nativo de OS/2. Mas isso tem um preço: o carregamento rápido só vale para um único programa. Quer dizer: se você tiver um Word 6.0 tipo vapt!-vupt! (clicou, ele salta na hora no Desktop), não poderá ter ao mesmo tempo um Corel Draw nestas condições. Eu aconselho você, de uma forma geral, a não usar nenhuma dessas duas opcões: nem o carregamento rápido, nem a sessão separada (simplesmente rode o aplicativo sem ter colocado vistos naquelas caixas).
As definições a serem setadas no notebook de cada programa são muito pessoais e dependem não só do tipo de programa como dos recursos disponíveis na máquina. De modo que definições ótimas para mim poderão não ser boas para você e vice-versa. Mas mesmo assim eu diria que, de uma maneira geral, se você quer que um programa consuma o mínimo de recursos, deve usar estas definições:

- INIT_DURING_IO: on
- DPMI_DOS_API: enabled
- EMS_MEMORY_LIMIT: 0
- HW_TIMER: on
- IDLE_SECONDS: 5
- IDLE_SENSIVITY: 7
- INIT_DURING_IO: on
- XMS_MEMORY_LIMIT: 0

Essas definições, que me foram passadas pelo companheiro Adriano Tassini, com base em suas experiências, mostraram-se na prática as melhores que já usei nesse caso específico e são as definições que você deve setar para o browser Opera, pois assim ele rodará sem sobrecarregar a CPU.

Já para um denominador comum, que pelo menos teoricamente sirva para quase todos os programas Windows, eu diria que você deveria usar as seguintes definições (mas aí eu aconselho você a usar a opção Separate Session):


WIN_RUN_MODE 3.1 Enhanced Compatibility

WIN_DDE Off

WIN_CLIPBOARD Off

WIN_ATM Off

AUDIO_ADAPTER_SHARING Required

COM_DIRECT_ACCES On

COM_HOLD On

COM_RECEIVE_BUFFER_FLUSH None

COM_SELECT All

DOS_AUTOEXEC C:\AUTOEXEC.BAT

DOS_BACKGROUND_EXECUTION On

DOS_BREAK Off

DOS_DEVICE C:)TCPIP\BIN\VDOSTCP.SYS

DOS_FCBS 16

DOS_FCBS_KEEP 8

DOS_FILES 50

DOS HIGH On

DOS_LASTDRIVE Z

DOS_RMSIZE 640

DOS_SHELL C:)OS2\MDOS\COMMAND.COM C:\OS2\MDOS

DOS _STARTUP_DRIVE (NADA)

DOS_UMB On

DOS_VERSION DCJSS02.EXE

DFIA0MOD.SYS,3,40,255

DXMA0MOD.SYS,3,40,255

EXCEL.EXE,10,10,4

IBMCACHE.COM,3,40,255

IBMCACHE.SYS,3,40,255

ISAM.EXE,3,40,255

ISAM2.EXE,3,40,255

ISQL.EXE,3,40,255

MSD.EXE,5,00,255

NET3.COM,3,40,255

NETX.EXE,5,00,255

PSCPG.COM,3,40,255

SAF.EXE,3,40,255

WIN200.BIN,10,10,4

DPMI_DOS_API Auto

DPMI_MEMORY_LIMIT 64

DPMI_NETWORK_BUFF_SIZE 8

EMS_FRAME_LOCATION Auto

EMS_HIGH_OS_MAP_REGION 0

EMS_LOW_OS_MAP_REGION 384

EMS_MEMORY_LIMIT 2048

HW_NOSOUND Off

HW_ROM_TO_RAM Off

IDLE_SECONDS 4

IDLE_SENSIVITY 100

INT_DURING_IO On

KBD_ALTHOME_BYPASS On

KBD_BUFFER_EXTEND On

KBD_CTRL_BYPASS None

KBD_RATE_LOCK Off

MEM_EXCLUDE_REGIONS (NADA)

MEM_INCLUDE_REGIONS (NADA)

MOUSE_EXCLUSIVE_ACCES Off

PRINT_SEPARATE_OUTPUT On

PRINT_TIMEOUT 15

SESSION_PRIORITY 15

VIDEO_8514A_XGA_IOTRAP Off

VIDEO_FASTPASTE Off

VIDEO_MODE_RESTRICTION NONE

VIDEO_ONDEMAND_MEMORY On

VIDEO_RETRACE_EMULATION Off

VIDEO_ROM_EMULATION On

VIDEO_SWITCH_NOTIFICATION On

VIDEO_WINDOW_REFRESH 1

WIN_BACKGROUND_INIT Off

XMS_HANDLES 32

XMS_MEMORY_LIMIT 16384

XMS_MINIMUM_HMA 0


Outra coisa importante diz respeito ao suporte de 32 bits. O WinOS/2 do Warp 4.0 não vem com a atualização e você tem de fazê-la utilizando o arquivo W32S125.EXE, que tem 2,8 megas e pode ser baixado do BBS do Pete Norloff (http://www.os2ss.com) ou do Hobbes (http://hobbes.nmsu.edu/), e que ao ser descomprimido em um diretório temp gera dois discos. Com esses dois discos, que você roda a partir da opção run do Program Manager do WinOS/2, é feita a atualização. Mas antes de fazer essa atualização é preciso que você tome as seguintes providências:

Procedimento para remover Win32 antes
de instalar o suporte do
w32s125.exe:
(Válido para Warp 4)

1. Remova na seção [386Enh] do arquivo SYSTEM.INI o seguinte comando:

file:device=<WINDOWS>\<SYSTEM>\
win32s\w32s.386
Onde <WINDOWS> e <SYSTEM> sao os locais onde estão os
diretórios Windows e System, respectivamente.

2. Na seção [BOOT] do arquivo SYSTEM.INI
Remova a a expressão
winmm16.dll da seguinte linha

drivers=mmsystem.dll winmm16.dll

3. Apague os seguintes arquivos do diretório os2\mdos\winos2\system:

W32SYS.DLL
WIN32S16.DLL
WIN32S.INI

4. Apague todos os arquivos do diretório os2\mdos\winos2\system\WIN32S
e em seguida remova este diretório.

5. Feche e reabra a sessão WinOS/2.

A atualização é necessária para que você possa rodar aplicativos do tipo do Adobe Photoshop, versão 3.0 (a versão 4.0 já não roda no WinOS/2, por ser para Windows95).

Sobre programas Windows de 32 bits, nao é possível rodar a maioria das aplicações Win95, porque elas batem de frente com sistema OS/2,fato que nao ocorre com os aplicativos escritos para Windows 3.1 e 3.11. Há jovens programadores, liderados por Timur Tabi, elaborando bibliotecas que compatibilizam aplicações Win32 com o ambiente OS/2. Já conseguem rodar aplicativos básicos, como Paciência e Notepad. O problema são os maos sofisticados, como o Adobe Photoshop 4.0, com todos os seus fantasticos recursos, por exemplo. O principal entrave é que o OS/2 monoprocessador só reconhece 512MB de memória, enquanto que alguns programas Win32 usam o espaçode 2 gigas, como o Photoshop e o Word97 (capaz de rolar,manipular e salvar em alta velocidade 400 ou mais laudas de 20 linhas de 72 batidas em HTML).

O andamento desse projeto pode ser conferido em:

http://www.os2ss.com/win32-os2/

Existe, ainda, o Emulador Bloch, que se destina a rodar aplicativos Win95 no Warp, mas eu acho que se você quiser perder tempo com isso que seja só por mera curiosidade, porque, francamente, não vale a pena se interessar. Enquanto não forem portados para o OS/2 aplicativos como o DIC e o Aurélio, será impossível prescindir do WinOS/2. Agora, partir para a sofisticação das emulações, acho contraproducente, embora seja uma realidade. Finalmente, sobre essa tão propalada estabilização do Sistema que seria propiciada com a desinstalação dos suportes a DOS e a Windows no OS/2, não passa de mito. Você pode ter um Warp estável com suporte a DOS e a Windows. Eu,pelo menos, tenho isso e estou satisfeito.